DMRI Úmida

Entenda a DMRI Úmida

A DMRI úmida ou neovascular caracteriza-se pela chamada neovascularização coroidal que nada mais é do que o crescimento de novos vasos sangüíneos, no caso, “anormais”, na coroide que acabam por penetrar através da membrana de Bruch, deformando o epitélio pigmentar da retina (EPR). Por serem anormais, esses “novos vasos” extravasam sangue e líquido dentro da mácula, danificando as células chamadas de fotorreceptores.


A neovascularização na DMRI ocorre como resposta a um aporte deficiente de oxigênio nos tecidos da mácula. Ao contrário da DMRI seca, a DMRI úmida tem progressão rápida e, se não tratada em seu estágio inicial, evolui e gera uma cicatriz na mácula que elimina a visão central do paciente.


É importante ressaltar que a visão periférica do paciente não é atingida.

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A DMRI úmida responde por apenas 15% dos casos de DMRI, porém por 90% dos casos de cegueira relacionada à DMRI.

A figura 3.1B mostra uma imagem de fundo de olho de uma retina com DMRI úmida.

Fundo de olho de uma retina com DMRI úmida

4 etapas do desenvolvimento da DMRI úmida

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O EPR, unido por fortes conexões celulares, forma a barreira hematoretiniana externa, que é essencial para a manutenção do ambiente retiniano normal.

Primeira Etapa do Desenvolvimento da DMRI Úmida
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Com a deposição de material extracelular e a formação de drusas, a comunicação entre a retina e a coroide com seu suprimento vascular, é interrompida, resultando em hipóxia e stress metabólico.

Segunda Etapa do Desenvolvimento da DMRI Úmida
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Isso pode levar a um colapso no ambiente da retina. Além disso, causa a liberação dos fatores de crescimento, como o fator de crescimento vascular endotelial (VEGF) e do fator de crescimento placentário (PLGF).

Terceira Etapa do Desenvolvimento da DMRI Úmida
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Esses fatores de crescimento levam à formação de novos vasos sanguíneos (neovasos), que penetram na retina através da membrana de Bruch e, por serem frágeis, deixam vazar sangue e fluido na mácula. Se a doença não for tratada, pode haver a formação de um tecido cicatricial, com consequente perda de visão central.

Quarta Etapa do Desenvolvimento da DMRI Úmida
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Referências:

1. Ambati J, Ambati BK, Yoo SH, et al. Age-Related Macular Degeneration: Etiology, Pathogenesis, and Therapeutic Strategies. Surv Opthalmol 48:257–293, 2003.

2. Schmidt-Erfurth U, Chong V, Loewenstein A, et al. Guidelines for the management of neovascular age-related macular degeneration by the European Society of Retina Specialists (EURETINA). Br J Ophthalmol 2014;98:1144–1167.

3. Miller JW. Age-Related Macular Degeneration Revisited – Piecing the Puzzle: The LXIX Edward Jackson Memorial Lecture. Am J Ophthalmol 2013;155:1–35.

4. Lanzetta P, Mitchell P, Wolf S, Veritti D. Different antivascular endothelial growth factor treatments and regimens and their outcomes in neovascular age-related macular degeneration: a literature review. Ophthalmol 2013;97:1497–1507.

5. Yeoh J, Sims J, Guymer RH. A review of drug options in age-related macular degeneration therapy and potential new agents. Expert Opin. Pharmacother. (2006) 7(17):2355-2368.