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Pergunte ao especialista: Quais são as dúvidas mais frequentes do paciente com DMRI?

Entrevistaremos um oftalmologista para responder as dúvidas mais frequentes dos pacientes com DMRI. O objetivo é trazer uma linguagem mais próxima e leve.

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Dúvidas frequentes sobre a DMRI

Por mais que se saiba informações gerais sobre a DMRI, sempre falta alguma coisa para descobrir. E para tirar essas dúvidas que ficam em nossa cabeça, nada melhor do que consultar um médico especialista, que já respondeu a essas perguntas muitas vezes e sabe como orientar bem os pacientes, para que o tratamento siga sem maiores problemas. Perguntamos ao dr. Arnaldo Bordon, chefe do setor de Retina e Vítreo do Hospital de Olhos de Sorocaba, algumas das dúvidas mais frequentes dos pacientes com DMRI. Leia abaixo e se informe um pouco mais sobre as melhores opções de tratamento e prevenção.

1 - A DMRI não é uma doença tão simples de ser descoberta. Quando se deve suspeitar da patologia e procurar um médico?

Arnaldo Bordon: Os sintomas da DMRI não são exclusivos; podem estar presentes em outras doenças relacionadas à visão. Inicialmente, ocorre a distorção da imagem, como ver uma linha de caderno ondulada ou o rosto de uma pessoa mais alongado. Outro sintoma que pode aparecer é a formação de manchas pretas na área central da retina, dando a sensação de que pequenas partes do que estamos olhando estão faltando. É muito comum eu examinar pacientes pela primeira vez, relatando que os sintomas começaram dois ou três meses antes, mas não deram importância ou acharam que era problema dos óculos. Então, após os exames, foi diagnosticada a DMRI, que teve todo esse tempo para avançar. Com isso, as chances de recuperar a visão acabam diminuindo.

2 - Quais são as diferenças entre os dois tipos de DMRI (seca e úmida)?

Arnaldo Bordon: a variante úmida é caracterizada pela formação de uma pequena rede de vasos de sangue, malformados e frágeis, que vão crescendo na área da mácula (área do fundo do olho responsável pela nossa melhor visão). Essa rede cresce e destrói as células responsáveis por nos fazer enxergar. Também, por serem frágeis, podem causar sangramentos de tamanhos variados, que, logicamente, prejudicam ainda mais a visão. Já na forma seca, não existe essa rede de vasos, e as células responsáveis pela visão simplesmente se degeneram e perdem sua função.

3 - Quais são as chances de um paciente com DMRI ficar cego?

Arnaldo Bordon: não há motivos para pânico. A doença tem chances muito remotas de causar cegueira do ponto de vista médico, que é a cegueira completa, onde não se distingue mais se está de dia ou de noite. Isso engloba a visão central (afetada pela DMRI) e a visão periférica (não afetada pela DMRI). Porém, a visão central sofre uma perda importante. Essa visão é a responsável por cerca de 80% do que utilizamos da nossa vista no dia a dia, como ler, reconhecer pessoas e objetos, verificar os preços de mercadorias, assinar um cheque ou documento etc. Embora a DMRI não cause a escuridão total, ela compromete a área mais nobre da nossa visão.

4 - A degeneração macular tem cura? Quais são as opções de tratamento para amenizar os sintomas e melhorar a visão?

Arnaldo Bordon: ainda não existe nenhum tratamento que cure a DMRI. No entanto, para a forma úmida, existem, atualmente, medicamentos chamados de antiangiogênicos, ou seja, que combatem essa rede de vasos. Consideramos essas medicações revolucionárias no tratamento da doença, pois, anteriormente, a chance de estabilizar ou conseguir melhoria da visão era menor do que 6%, e hoje, a chance de estabilizar é de 96%, e de melhorar, 40%. Mas, para se atingir essa porcentagem aqui mencionada, é importante que o tratamento seja feito corretamente. Além disso, quanto mais precoce for diagnosticada essa forma de DMRI e começar o tratamento, melhor será a visão do paciente. Para a forma seca ainda não existe nenhum tratamento eficaz, mas inúmeras pesquisas científicas estão sendo feitas no mundo para se encontrar medicações para tratar esse tipo de DMRI.

5 - Existem restrições para os pacientes com DMRI? O que se pode ou não fazer?

Arnaldo Bordon: o que o paciente pode ou não fazer depende do quanto ele está enxergando. Quanto mais avançada estiver a doença, pior será a visão e, portanto, haverá mais limitações em atividades como ler, dirigir, praticar esportes etc.

6 – Existe alguma forma de prevenir a DMRI?

Arnaldo Bordon: algumas coisas podem ser feitas. Quanto à alimentação, há estudos científicos demonstrando que vários nutrientes encontrados em uma dieta saudável seriam benéficos para a mácula. Ou seja, a alimentação correta seria um fator de proteção. Para os pacientes que já têm a DMRI, alguns casos, cientificamente demonstrados, podem ter benefícios com o uso de suplementos vitamínicos específicos para os olhos, contendo, entre outros elementos, a zeaxantina e luteína. De modo geral, recomenda-se que todas as pessoas acima de 50 anos (mesmo enxergando bem) sejam examinadas no mínimo uma vez ao ano por um oftalmologista. O diagnóstico precoce é fundamental e pode ser feito antes de o paciente descobrir a doença. A DMRI não tem cura, mas a sua forma úmida tem tratamento e controle.

Dica Cultural: 32ª Bienal de arte de São Paulo

Entre setembro e dezembro de 2016 acontecerá a 32ª Bienal da arte de São Paulo. A edição contará com 90 artistas e coletivos de 30 países sob o tema "Incerteza Viva". Com a curadoria de Jochen Volz, ao lado dos cocuradores Gabi Ngcobo, Júlia Rebouças, Lars Bang Larsen e Sofía Olascoaga, a mostra propõe reflexões sobre as condições da vida, diversos tipos de ecologia, extinção de espécies, diversidade biológica e cultural.
 

Informações:
Quando: de 10 de setembro a 12 de dezembro de 2016
Onde: Bienal de São Paulo - Parque do Ibirapuera
Mais informações: http://www.bienal.org.br/

Dica de viagem: Conheça as praias do Nordeste: um passeio por Aracaju, Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte

O Brasil tem muitas praias lindas ao longo de sua orla. E nesse aspecto, o Nordeste, especialmente, se destaca. Com o sol brilhando todos os dias do ano, as praias nordestinas são uma opção para quem busca lazer, descanso e sossego.

A praia do refúgio, em Aracaju, e a de Boa Viagem (Pernambuco), que nas marés baixas forma piscinas naturais e possui uma ótima estrutura para atender os turistas, são alguns dos ótimos destinos que você pode encontrar ao longo da região.

Se puder, não deixe de passar por Alagoas e visitar as maravilhosas e tranquilas praias de Maragogi e seus aquários naturais. O local disponibiliza excelentes opções de hospedagem. No Ceará, a praia de Jericoacoara, que já foi considerada a mais bonita do mundo, é parada obrigatória, com sua antiga vila de pescadores, pousadas pequenas e aconchegantes e bares com música ao vivo.

No Rio Grande do Norte, a praia da Baía dos Golfinhos tem suas peculiaridades: o local só pode ser acessado na maré baixa e é comum encontrar os animais que dão nome ao lugar. Ainda no mesmo estado, a praia da Pipa, a 50km de Natal, encanta a todos com suas águas mornas, coqueirais, piscinas naturais, entre outras belezas e atrações.

L.BR.MKT.12.2016.6783