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Médico e Paciente Idoso

Números da degeneração macular no Brasil e fora do país

Hoje, o Brasil tem 14,9 milhões de pessoas na faixa etária acima dos 65 anos, o que representa 7,4% da população. Nas próximas décadas, a tendência é que esses números aumentem em grande escala, e isso deve impulsionar também o crescimento da incidência de doenças relacionadas à idade, como a DMRI.

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), no mundo são 30 milhões de pessoas atingidas pela degeneração macular. No Brasil, apesar de não existirem dados concretos e de muitos pacientes não terem o diagnóstico correto, estima-se que este número seja de quase 3 milhões. Nos Estados Unidos, a estimativa de pessoas com DMRI é de 11 milhões, número que tende a crescer até 2050, por conta do envelhecimento populacional, e chegar até 21,6 milhões de pessoas afetadas.

 

Dados de uma pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Oftalmologia mostram que cerca de 10% da população entre 65 a 74 anos e 25% da população acima dos 75 anos sofrem com a doença. Na maior parte dos casos (80%),a forma seca.

 

Outra estatística importante com relação à DMRI é a incidência de depressão, que atinge 30% desses pacientes.Entre outros motivos, ela é causada pela sensação de incapacidade e solidão. Para se ter uma ideia, um recente levantamento do Ministério da Saúde apontou que o número de mortes relacionadas à depressão cresceu em 705% nos últimos 16 anos, especialmente na faixa etária entre 60 e 80 anos.

 

Por isso, é preciso estar sempre atento aos sintomas, porque a depressão pode levar a sérias complicações e dificultar a adesão ao tratamento, e o relacionamento com os familiares e o cuidador.

 

Fontes consultadas – Arquivos Brasileiros de Oftalmologia. [Internet]. [citado 2015 Fev 27]. Disponível em: clique aqui.

 

Jama Ophthalmology. [Internet]. [citado 2015 Mar 2]. Disponível em: clique aqui.

 

Idoso segurando uma lupa

DMRI e o mau uso das tecnologias

 

O uso de tecnologias como os smartphones e o avanço da internet ajudam bastante pela praticidade e agilidade.

 

Basta um clique e tudo, ou quase tudo, que você precisa está em suas mãos. Estas tecnologias permitem até aumentar o tamanho da letra, o que auxilia muito as pessoas com alguma deficiência visual. Mas, o uso excessivo dessas tecnologias pode fazer mal à saúde dos olhos.

Não é recomendável que as pessoas façam uso contínuo desses aparelhos, pois exige muito da visão central e o paciente passa a “forçar” demais essa parte da visão, pelo ajuste do foco constante feito pelas estruturas oculares. 

 

Passar o tempo olhando para uma tela pode causar até uma miopia parcial, pois, quando usada muito próximo aos olhos, promove uma necessidade de foco de perto constante, o que faz com que a musculatura fique mais contraída. Com o tempo, o cérebro vai associar que a visão importante é a de perto, deixando a visão para longe (que é a visão “neutra”, sem a contração da musculatura ocular) pior.

O ideal é fazer pouco tempo de uso desses aparelhos, com pausas regulares para descansar a sua visão, não usar muito próximo aos olhos e nem em ambientes pouco iluminados, pois se torna ainda mais prejudicial. 

 

Os pacientes também devem evitar a utilização de celulares e tablets antes de dormir, pois um estudo publicado na revista americana Nature diz que a luz de LED emitida por esses aparelhos é rica em radiação azul (de menor comprimento de onda) e interfere na produção de melatonina, o hormônio do sono.

 

Fonte consultada: Usar celular ou tablet à noite pode prejudicar o sono. [Internet]. Disponível em: clique aqui,1034806

Idosa coçando os olhos

Saúde dos olhos na terceira idade e em todas as idades

Cuidar da saúde dos olhos é uma necessidade que deve ser aprendida desde a infância, para evitar que pequenos problemas se tornem grandes no futuro. Mesmo com todos os cuidados, às vezes os incômodos aparecem, e aí é preciso tratar. A prática de exercícios físicos é sempre recomendada para a saúde do corpo, de maneira geral, além, é claro, de uma dieta balanceada.

 

A partir dos 40 anos de idade, os primeiros sinais de cansaço na visão começam a aparecer. Os oftalmologistas chamam esse cansaço de presbiopia. A pressão intraocular é outro fator que pode ser preocupante, pois, com o aumento dessa pressão, surge a chance de o indivíduo desenvolver glaucoma. Quando chega aos 50 anos, a pessoa pode apresentar outros tipos de doenças, como a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI). Assim, o exame frequente com o oftalmologista é sempre recomendado.

 

Descubra pequenas atitudes que podem ajudar a prevenir problemas oftalmológicos ao longo da vida:

 

  • Consumir alimentos com vitamina A, como leite, ovos, abóbora e cenoura;

  • Usar óculos escuros com proteção mínima de 400UV, pois a exposição diária ao sol pode causar sérias lesões nos olhos em longo prazo;

  • Trabalhar todos os dias em frente ao computador durante um longo período pode levar a transtornos da visão. Uma pausa para descansar os olhos é fundamental para evitar problemas;

  • Antes de coçar ou tocar os olhos, certifique-se de que suas mãos estejam limpas;

  • Mulheres que usam maquiagem não podem esquecer de tirá-la antes de dormir;

  • Evite aplicar creme facial próximo dos olhos, pois podem conter substâncias prejudiciais aos olhos.

 

Todos esses cuidados devem estar aliados a orientações médicas. Portanto, nunca deixe de consultar seu oftalmologista regularmente. O acompanhamento do especialista pode evitar o aparecimento ou a evolução de doenças.

 

Fonte consultada: Medina NH, Muñoz EH. Atenção à saúde ocular da pessoa idosa. Boletim Epidemiológico Paulista (BEPA) [Internet]. Acessado em: 27 fev 2015. Disponível em: clique aqui.

 

Médico e Paciente Idoso

Como prevenir algumas doenças que podem levar ao surgimento da DMRI?

Além das causas genéticas e do avançar da idade, outros fatores de risco podem levar ao desenvolvimento da DMRI. As doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, são alguns exemplos, aliados a maus hábitos alimentares, tabagismo e a falta de atividades físicas.

 

A hipertensão pode ser causada tanto por fatores genéticos como por hábitos de vida inadequados. Nesse segundo caso, é possível prevenir o surgimento da doença evitando a ingestão excessiva de sal e bebidas alcoólicas. O tratamento medicamentoso, quando iniciado, deve ser acompanhado pelo médico.

 

Outro importante fator de risco para a DMRI a ser considerado é o diabetes. A doença é classificada como um aumento anormal de glicose no sangue, promovendo distúrbios em várias partes do corpo. A obesidade e o sedentarismo favorecem o desenvolvimento do diabetes e, por isso, devem também ser evitados.

 

O diabetes não tem cura, mas pode ser controlado por meio de medicamentos, como a insulina e hipoglicemiantes orais, bem como pela monitoração dos níveis de glicose e hemoglobina glicada.

 

Para ajudar a evitar tanto a hipertensão como o diabetes, é fundamental que os pacientes mantenham uma rotina de exercícios físicos e alimentação com base em alimentos saudáveis, com menos sal e açúcar. Até porque as consequências tanto do diabetes como da hipertensão podem ir além de problemas na visão, provocando problemas cardíacos, derrames, amputação do pé, insuficiência renal, dificuldade em cicatrização de lesões, entre outras complicações.

 

Outra importante iniciativa é a visita ao médico regularmente para evitar o aparecimento ou desenvolvimento desses fatores de risco.

 

Fontes consultadas– Arquivos brasileiros de oftalmologia. [Internet]. [citado 2015 Fev 26]. Disponível em: clique aqui.

 

PP-EYL-BR-0451-1 | Junho 2021

Olho